Uma rápida análise do comportamento das ações da Klabin no mercado financeiro (post 07)

May 27, 2009 at 11:33 pm Leave a comment

A Klabin deverá apresentar um desempenho superior às demais ações do setor de papel e celulose em 2009 por estar menos exposta à exportações (que deverão sofrer redução por conta da crise financeira mundial) e estar mais presente no mercado interno, acreditam analistas de mercado ouvidos pela Agência Leia. Isso porque o Brasil tende a ser menos afetado pela crise internacional do que os países desenvolvidos, embora não esteja imune a ela. A Klabin é a maior produtora de papéis e embalagens da América Latina, e é a líder isolada em vendas no Brasil. A empresa vende parte da sua produção para outros países, mas as exportações de papelcartão, por exemplo, tiveram início há pouco mais de três anos. No ano passado, as ações mais líquidas da companhia (KLBN4) recuaram 47,12%, a menor desvalorização do setor; mas, mesmo assim, as perdas foram superiores às do Ibovespa, que no acumulado de 2008 recuou 41,22%. “O fato de a Klabin ser voltada ao mercado interno é um grande diferencial em relação a outras empresas do setor”, afirma Felipe Ruppenthal, analista do setor de papel e celulose da Geração Futuro Banco de Investimentos. Para ele, diante da desvalorização do preço da celulose no mercado externo e o constante aumento dos estoques por conta da retração da demanda, as atenções de analistas e investidores do setor se voltarão aos produtores de papel. Entretanto, Ruppenthal lembra que ainda não se sabe a duração da crise financeira e qual será, no final das contas, o impacto dela para o Brasil. “E se houver uma recuperação nos preços da celulose antes do previsto as atenções poderão ser revertidas muito rapidamente”, completa o analista da Geração Futuro. Outro fator que faz com que a Klabin se destaque em relação às demais é que ela acabou de finalizar um grande investimento e não tem planos de repetir o feito nos próximos anos. Segundo o analista do setor de papel e celulose da Coinvalores, Marco Saravalle, também é importante o fato de que grande parte do empréstimo necessário para a concretização do projeto MA-1100, que elevou a capacidade de produção de papel da empresa para mais de um milhão de toneladas por ano, veio do BNDES. “O valor será pago em moeda local e a longo prazo. Não existe cenário melhor em tempos de crise”, diz o analista. Saravalle também acredita que o fato de estar direcionada ao mercado interno beneficia a companhia, mas garante que os benefícios em se investir na empresa estão restritos ao curto prazo. “Para o médio e longo prazo não recomendamos a compra de nenhuma das quatro ações mais importantes do setor (além de Klabin, Aracruz, Suzano e VCP)”, completa o especialista. A analista da Fator Corretora Lika Takahashi chama a atenção para outro item que poderá beneficiar a companhia este ano: “Com o término dos ajustes operacionais no projeto de expansão (na unidade de Monte Alegre, no Paraná) em cartões e queda nas cotações de produtos químicos, a Klabin deve se beneficiar do menor custo produtivo”. Desta forma, é esperada uma manutenção das margens operacionais da empresa ao longo de 2009. Mas o desaquecimento econômico, para a analista, deverá ser prejudicial à empresa em função da queda da demanda de papéis para embalagem. “Portanto, para 2009 esperamos menores volumes de papelão ondulado, sacos industriais e kraftliner, tanto no mercado doméstico quanto nas exportações”, afirma Lika, que acredita também que à expectativa de queda dos produtos exportados se contrapõe o efeito positivo da desvalorização do real sobre os preços. Peter Ho, analista do setor de papel e celulose da Planner Corretora, acredita que o aquecimento do setor de embalagens previsto para o primeiro semestre deste ano no Brasil irá beneficiar diretamente a Klabin. “O segmento em que ela atua, no momento, é mais seguro que os demais”, observa o analista. Entretanto, a bonança do segmento poderá, por outro lado, trazer um problema para a Klabin. “O país é um mercado seguro, o que pode fazer com que, mesmo com o dólar desfavorável, muitas empresas de outros países se voltem para cá como forma de garantir as vendas”, explica Ho.

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Reportagem da Gazeta mercantil dizendo sobre investimentos da Klabin em energia limpa (post 06) Em 2009 a Klabin completou 110 anos! (post 08)

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